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Microambiente corporativo e o padrão de energia

por Isnar Amaral

No mundo corporativo, a visualização de todo o processo do negócio acontece a partir do macroambiente, que vai além do seu ambiente interno, considerando variáveis visíveis, perceptíveis, palpáveis e mensuráveis. É principalmente a partir destes elementos que uma organização analisa suas ameaças e suas oportunidades.

No entanto, é no microambiente empresarial que tudo começa: são feitas escolhas e tomadas decisões em prol da sua missão. É este o “meio” influente onde é cultivada a semente do propósito, um padrão de energia, que – para se materializar – necessita de um ambiente favorável. Cabe, então, tornar este “meio” com condições propícias.

Esta percepção é repudiada pelos céticos, por desconhecimento ou miopia, como se houvesse a necessidade de acreditar. No entanto, muitos outros concordam que é necessário algo a mais do que capital, produto e talento para a obtenção de sucesso. É comum atribuir à “sorte” o crescimento do negócio ou atividade profissional. Todavia, na realidade, tudo depende de preparação, oportunidades e infinitas possibilidades, atributos que podem ser desenvolvidos no ambiente corporativo.

As empresas precisam, cada vez mais, de pessoas qualificadas e com potencial criativo do que simples recursos humanos operacionais.

Uma performance sustentável é menos racional e mais emocional. Isto é mais do que simplesmente direitos e deveres e, sim, qualidade de vida, satisfação pessoal, diminuição do estresse, reconexão com a natureza, combinando criação de oportunidades e eficácia em resultados. O alinhamento de interesses entre empresa e colaboradores requer, também, um ambiente corporativo favorável.

É normal os gestores investirem em treinamentos dispendiosos para a sua equipe, na intenção de criar um diferencial competitivo para o seu negócio, sem se preocuparem em tornar propício o ambiente corporativo. Em pouco tempo, este ambiente inadequado contagia as pessoas novamente, dissipando todo o investimento e voltando tudo aos padrões anteriores.

Fica claro, então, que o diferencial do negócio está nos detalhes e isto é implementado principalmente a partir do microambiente corporativo. É em condições ambientais adequadas que a semente cresce e frutifica. A implementação de ambientes corporativos propícios é o nosso propósito profissional.

Isnar Amaral

Gestor Ambiental

Especialista em Qualidade do Ambiente

www.ambientebasico.com.br

 

Vale a pena investir em franquias?

por Fernando Pigatti  – via e-mail 07.11.2018

Investir em franquias pode ser uma boa opção para quem quer empreender, mas nem tudo são rosas. Veja um guia de vantagens e desvantagens, além de um passo a passo para começar

Se você já pensou em investir em franquias, vai se animar com os dados mais recentes da Associação Brasileira de Franchising. De acordo com o órgão, o mercado cresceu 6,8% no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado, o que equivale a um faturamento de R$ 79,496 bilhões até julho.

Os números são animadores, mas como em qualquer negócio, é preciso levar em consideração uma série de aspectos para saber se vale a pena o investimento. Entre eles, o perfil do próprio empreendedor, o do franqueador, o capital inicial necessário, o tempo de retorno e outros.

Para facilitar a sua decisão, nesse artigo nós vamos apresentar:

  • Como funcionam as franquias?
  • As vantagens
  • As desvantagens
  • Como escolher a franquia certa?
  • Por onde começar?
  • Como é a tributação?

Como funcionam as franquias?

Esse modelo de negócio é baseado em duas partes: o franqueado – você, no caso – e o franqueador – o detentor da empresa.

Dessa forma, você adquire uma licença aos direitos da marca já existente para explorá-la em determinado local. Para tanto, deve ser realizado o pagamento único da Taxa de Franquia na assinatura do contrato e prestações mensais pelos royalties – que incluem o uso efetivo da marca e todo o know-how –, além de uma série de outros valores, cada qual com sua porcentagem. Podem ser alguns deles:

  • Propaganda: contribuição para a publicidade, como ações e divulgações dos produtos e serviços até a manutenção de sites e outros custos com o marketing;
  • Sistema: para a manutenção de tecnologias como sistemas, aplicativos e equipamentos;
  • Serviços: para a manutenção de outras assistências necessárias imprevistas;
  • Renovação: cobrada ao fim do contrato, para que esse seja renovado.

Ou seja, em troca de diversos encargos únicos ou mensais, o franqueado tem acesso a diversos serviços imprescindíveis, mas que levantam a dúvida se vale a pena investir em franquias.

Por isso, é importante ter em mente que cada rede tem as suas particularidades e é preciso entender bem todos os trâmites a serem acordados. Eles estarão disponíveis na Circular de Oferta de Franquias (COF), que descreve todos os custos e obrigações de ambas as partes.

Mas antes disso, vamos ver quais são as principais vantagens e desvantagens desse modelo de negócio?

Vantagens

  • Plano de negócios já formatado;
  • Viabilização da estruturação da unidade;
  • Publicidade dividida com a rede de franqueados;
  • Outros serviços e custos como maquinário, por exemplo, também dividido com a rede de franqueados;
  • Credibilidade no mercado;
  • Obtenção de know-how já testado no mercado;
  • Treinamentos e capacitações para você e funcionários;
  • Assistência do franqueador.

Desvantagens

  • Limitação na escolha da localização, que é determinada pelo franqueador;
  • Não ter independência nas decisões sobre o negócio;
  • Inflexibilidade nas operações da empresa, que deve atuar de acordo com o padrão da franquia;
  • Multas ou outras consequências em casos de o franqueado não seguir o que é instruído pela franquia, mesmo que seja melhor para a unidade;
  • Limitação na variedade de produtos imposta pelo franqueador;
  • Não garantia de sucesso, apesar de todas as vantagens apresentadas;
  • A transferência do negócio depende da aprovação do franqueador, mesmo para familiares em casos de morte ou acidentes;
  • Possibilidade de má administração por parte do franqueador.

Como escolher a franquia certa?

Se você está convencido de que vale a pena investir em franquias e quer apostar nesse modelo de negócio, certamente precisa escolher uma marca.

Para isso, o primeiro passo é não tomar essa decisão impulsivamente ou simplesmente porque gosta da marca como consumidor. Além disso, é fundamental ter em mente que nenhuma rede será perfeita. Assim como toda empresa, ela terá desafios a serem superados e, como franqueado, nem sempre você terá o poder de solucionar os problemas como quiser.

Mas, então, como escolher?

O melhor caminho para decidir é avaliar tanto o seu perfil quanto o do franqueador. Isso você pode fazer ao responder questões como:

  • Capital disponível para investimento;
  • Segmento de atuação desejado;
  • Localização de preferência para atuar;
  • Disponibilidade para trabalhar;
  • Valor de retorno necessário por mês;
  • Período mínimo de retorno do investimento;
  • Valores e propósitos de vida;
  • Objetivos pessoais e profissionais a médio e longo prazos.

A partir desses resultados, é possível que você já descarte muitas das opções só pelo seu capital de investimento disponível ou até mesmo pela identificação ou não com a missão de algumas marcas.

Outro ponto a ser enfatizado nesse momento é que o valor para investimento inicial não é suficiente. Como vimos acima, cada negócio vai apresentar um período mínimo de retorno, mas nem sempre as taxas mensais serão abatidas nesse tempo. Por isso, conhecer a COF é determinante para a escolha.

Isso sem contar, é claro, que investir em franquias não significa ter menos trabalho. Pelo contrário. Você terá que seguir regras claras de padronização e será auditado regularmente. Por isso, novamente é bom entender quais são as necessidades da empresa ou do setor antes de dar o passo seguinte.

Por onde começar?

Definida a marca à qual você deseja se franquear, é preciso fazer um cadastro para um primeiro contato. Nesse momento, tanto a empresa pode te enviar as oportunidades que ela apresenta quanto já realizar uma primeira avaliação do perfil do interessado.

Em seguida, espere ser chamado para uma reunião onde serão expostos os detalhes do negócio – e onde será entregue a Circular de Oferta de Franquias (COF) –, além de ser uma boa oportunidade para você tirar dúvidas sobre o mercado, riscos e intenções da marca.

A partir disso, é imprescindível que você analise o documento e a rede de empresas da marca. Vá pessoalmente às unidades, observe a dinâmica dos funcionários e dos clientes, converse com outros franqueados sobre a realidade do negócio e, só então, tome a sua decisão de investir.

Como é a contabilidade das franquias?

As franquias atuam sob uma mesma marca, mas devem cumprir obrigações fiscais e contábeis de forma independente. Por isso, recorrer a um bom contador é fundamental para manter a saúde financeira da unidade em dia.

Com mais de 60 anos de experiência, a Pigatti Contabilidade conta com um time de profissionais especializados em assessoria contábil, fiscal e tributária para diversas áreas de atuação.

Fernando Pigatti 

Líder no Marketing da Pigatti Contabilidade. Ajudando os donos de negócios no Brasil!

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Reforma Trabalhista: Comentários de Algumas Mudanças

Além de alterar normas sobre fériasjornada de trabalhoremuneraçãocontrato de trabalhovínculo empregatícioimposto sindical – há outras nuances da Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017) que precisam ser focados pelo gestor, tais como:

Obrigação de Prevenção de Doenças e Acidentes

O empregador deverá instruir os empregados, de maneira expressa e ostensiva, quanto às precauções a tomar a fim de evitar doenças e acidentes de trabalho.

O empregado deverá assinar termo de responsabilidade comprometendo-se a seguir as instruções fornecidas pelo empregador.

Sucessão Empresarial

Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores, as obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de responsabilidade do sucessor.

A empresa sucedida responderá solidariamente com a sucessora quando ficar comprovada fraude na transferência.

Vestimentas de Trabalho

Cabe ao empregador definir o padrão de vestimenta no meio ambiente laboral, sendo lícita a inclusão no uniforme de logomarcas da própria empresa ou de empresas parceiras e de outros itens de identificação relacionados à atividade desempenhada.

A higienização do uniforme é de responsabilidade do trabalhador, salvo nas hipóteses em que forem necessários procedimentos ou produtos diferentes dos utilizados para a higienização das vestimentas de uso comum.

Teletrabalho

Considera-se teletrabalho a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo.

As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito.

As utilidades mencionadas não integram a remuneração do empregado.

Veja também, no Guia Trabalhista Online os seguintes tópicos que mencionam de forma prática algumas das alterações da Reforma Trabalhista:

Recomendamos, ainda a leitura da obra:

Manual da Reforma Trabalhista

Reforma Trabalhista na Prática

Mudanças na CLT – Teoria e Prática da Reforma Trabalhista

Saiba o que mudou e como gerir na prática as mudanças!

Montar um negócio próprio – 7 dicas importantes

Fernando Pigatti – via e-mail 23.10.2018

Traçar estratégias, conhecer bem o mercado, ter um bom escritório de contabilidade e saber divulgar estão entre as principais dicas para montar um negócio próprio

Quando pensamos em montar um negócio próprio, logo vem uma série de questionamentos: e agora, por onde eu começo? Qual negócio eu monto e onde eu busco as informações corretas?

Realmente, começar uma empresa não é das tarefas mais simples. Eu sei muito bem todos os desafios do empreendedorismo, por isso separei 7 dicas importantes que podem te dar algum insight bacana.

1 – Melhore o que já existe

A escolha de um segmento de negócio é bem difícil. Ter uma ideia original e exclusiva, então, é quase raridade e, muitas vezes, também não é o melhor caminho. Por isso, aprimorar e adaptar o que já existe pode ser muito mais fácil e rentável!

Além do mais, é de extrema importância conhecermos e respeitarmos os nossos talentos, habilidades e gostos, pois trabalhar com áreas que não gostamos, não conhecemos ou não temos afinidade pode ser uma receita para o fracasso.

Qualquer que seja o setor escolhido, tome essa decisão porque gosta e se identifica, e não só por que acha que pode dar dinheiro.

2 – Conheça bem o ponto em que deseja abrir o negócio

Hoje em dia, com os avanços da comunicação e promoção digital, alguns tipos de empresas não têm mais no local físico a sua principal razão de sucesso.

No entanto, se a localização ainda é muito importante para o seu ramo, você precisa conhecer minuciosamente a região onde pretende abrir seu negócio, pois isso pode determinar seu fracasso ou sucesso.

Alguns tópicos devem ser considerados ao escolher o ponto comercial. Entre eles:

  • O negócio será aberto ao público?
  • Terá movimento de clientes na empresa?
  • Ou vai servir apenas de local de trabalho interno?
  • Outros tópicos importantes são: valor de aluguel, tamanho e logística operacional do ramo de atividade.

3 – Tenha um plano de negócio com estratégias bem traçadas

Um dos principais pontos de um bom Plano de Negócio está nas estratégias que serão usadas para alcançar os objetivos traçados. É isso que fará com que o seu negócio emplaque com mais facilidade ou não.

Seguem algumas perguntas importantes para delinear as diretrizes que vão guiar a sua empresa:

  • Como vender um produto ou serviço para determinado público segmentado no seu Plano de Negócio?
  • Como levantar investimento suficiente para aplicar ao negócio?
  • Como atingir a meta de venda traçada?
  • E como contratar funcionários especializados no ramo de atividade?

4 – Escolha um bom escritório de contabilidade

A escolha de um bom contador logo no início da empresa traz benefícios importantes para o negócio, como:

  • Contrato social bem feito;
  • Enquadramento correto da empresa na Receita Federal e Prefeitura;
  • Escolha do regime tributário mais adequado;
  • Orientações importantes para administração e gestão burocrática.

Para facilitar a decisão, não se limite apenas ao preço do contador. O escritório de contabilidade deve ser escolhido pelo seu valor, e não pelo seu custo monetário, pois será um dos seus principais suportes nessa empreitada.

5 – Tenha o investimento necessário para a sobrevivência do negócio

Deixar de fazer os cálculos corretos de investimentos e, principalmente, do fluxo de caixa pode comprometer todo o planejamento. Além do valor inicial para a formatação do negócio, considere que a empresa não terá faturamento nos primeiros meses de vida, precisando, assim, de uma quantia mensal para a sua manutenção.

Dependendo do ramo de atividade escolhido, faça a projeção inicial para 6 meses com possibilidade de estendê-la por mais um semestre.

6 – Escolha bem as pessoas que vão trabalhar ao seu lado

Tanto a seleção do sócio quanto dos funcionários é essencial para o sucesso do negócio. Isso porque bons profissionais produzem mais do que o esperado, enquanto colaboradores desmotivados, além de não trazerem resultados, acabam gerando altos custos.

Da mesma forma, a escolha do sócio tem que ser bem criteriosa. Identificação, afinidade e respeito, acima de tudo, são fundamentais. Além disso, definir com clareza a divisão de tarefas, responsabilidades, remunerações e retiradas de cada um é de suma importância para o bom relacionamento de todos.

7 – Aprenda a divulgar

O marketing ainda é a alma do negócio e existem infinitas maneiras de divulgar uma empresa. É claro que cada uma tem a sua particularidade, mas o que existe em comum em todas, nos dias de hoje, é a necessidade da presença virtual para impactar os clientes.

A evolução da internet e das redes sociais facilitou e possibilitou que qualquer companhia seja divulgada e conhecida de forma global e rápida. Para tanto, o Marketing Digital é, atualmente, a maneira mais econômica e assertiva para a divulgação de serviços e produtos, além da manutenção de um relacionamento com o público.

A correta utilização dessa ferramenta e o quanto a empresa está disposta a investir nas mídias online ajudam a definir tanto o posicionamento da imagem das marcas quanto o retorno das ações planejadas.

Para finalizar, é preciso pensar bem antes de montar qualquer negócio. Analise, reflita, pesquise. Converse com pessoas do mesmo ramo, ou até de outros, mas que tenham mais vivência empresarial. Só não se esqueça de nunca desistir dos seus sonhos e sempre acreditar no seu potencial.

Fernando Pigatti

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5 Técnicas de vendas – O que fazer quando o cliente diz que está caro

Fernando Pigatti – via e-mail 23.10.2018

O cliente acha que o seu produto ou serviço está caro? Use argumentos comparativos, enalteça a pessoa e agregue valor

Quem nunca passou por uma situação assim em momentos de negociação: o cliente entra na loja ou escritório, você explica tudo sobre determinado produto/serviço e o convence de que ofereceu exatamente aquilo o que ele deseja. Até você falar o temido preço. Então, ele nos diz:

_ Eu gostei bastante, mas está muito caro.

Isso acontece porque o consumidor sabe que precisa ou quer efetuar essa compra e está a um passo de fechar negócio, mas, na maioria das vezes, ainda não entendeu completamente o valor agregado desse item específico.

Se esse cenário é frequente no seu dia a dia, veja abaixo 5 técnicas para driblar o receio do cliente em relação ao preço e aumentar as vendas.

  1. Faça uma objeção 

Quando ele disser que está caro, devolva a afirmação com um questionamento e uma objeção. Pergunte:

_ Como assim caro?

Se elaborada de forma sutil, essa indagação faz com que o cliente repense o valor em relação às características e vantagens do produto. Ou seja, ele entende na hora que está lidando com um artigo ou serviço de padrão mais alto e que não conseguiria encontrar algo similar no mercado por preços menores.

  1. Estimule a comparação

Pergunte para o cliente:

_ Está caro em relação ao quê?

Esse efeito comparativo é sempre importante, pois faz com que o consumidor reflita sobre o que está usando como referência para comparar com o preço do produto que você ofereceu e ele achou caro.

Feito isso, você consegue mais argumentos na negociação, pois essa é a hora de mostrar todas os benefícios únicos de efetuar essa compra.

  1. Enalteça o merecimento 

Assim como você, o seu cliente também batalha para ter o que deseja. Nada mais justo, então, do que ele adquirir um produto diferenciado que vale a pena. Uma ótima técnica de venda nesse estágio é destacar esse sentimento de merecimento:

            _ Não é caro, é exclusivo. Se você acha que merece, deve comprar.

Essa afirmação remete à autovalorização da pessoa e mexe com o ego dela. Ou seja, faz com que o futuro cliente enxergue a possibilidade de possuir algo único como uma recompensa ao trabalho árduo.

  1. Agregue valor

Para ancorar todos os argumentos mostrados acima, é de extrema importância que você associe valor naquilo que está vendendo, e não apenas preço.

Isso pode ser feito de várias formas. Vou citar algumas:

  • Conte uma história sobre o produto/serviço. Isso personifica o item ou marca e agrega um significado com o qual o cliente pode se identificar;
  • Liste os benefícios que o artigo tem e que podem melhorar a vida do consumidor. Isso é essencial, pois as experiências é que vão convencê-lo a fechar negócio. Ou seja, quando ele entender que está comprando algo intangível;
  • Exponha o lado bom e o lado ruim do que você quer vender. Mostrar ambas as perspectivas passa um sentimento de verdade ao cliente, dando o poder e a segurança necessária para que ele decida investir no item.

Essas são apenas algumas dicas rápidas que podem mudar totalmente o rumo da sua negociação.

  1. Assuste primeiro

E uma última técnica, mas não menos importante: mostre sempre o seu produto/serviço mais CARO primeiro. Depois, você passa a oferecer as opções mais baratas.

Na cabeça do seu cliente, essa tática o faz concluir que está em frente a um bom negócio, e que não pode deixar de comprar de você.

Além disso, afirme que ele não precisa adquirir o mais caro e que outro produto mais em conta pode atendê-lo bem também. Dessa forma, ele vai confiar mais ainda em você e, com certeza, fechar o negócio.

Fernando Pigatti 

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Motivação dos colaboradores

por Gilmar Duarte – via e-mail 22.10.2018

Ter um time motivado é o que todo empresário deseja, mas com o tempo vem o desgaste, o relaxamento o cansaço e quando menos se espera a equipe está desmotivada e a produtividade, em baixa.

A Pirâmide de Maslow, ou a Hierarquia das Necessidades de Maslow, amplamente conhecida entre os gestores de pessoas preconiza satisfazer as necessidades das pessoas, indiferentemente se empregados ou empregador, líderes ou liderados, pobres ou ricos, na ordem que segue abaixo. Sem a satisfação das necessidades anteriores não há como suprir as posteriores.

Ou seja, se o indivíduo está com fome, de nada adianta oferecer plano de saúde. O suprimento das necessidades fará empregados mais motivados e, consequentemente, mais produtivos.

  • Fisiológicas: fome, sede, sono, abrigo, sexo etc.;
  • Segurança: sentimento de segurança, casa, emprego estável, plano de saúde etc.;
  • Aceitação e afeto: amor, pertencimento a um grupo etc.;
  • Reconhecimento: das capacidades pessoais e das funções desempenhadas; e
  • Autorrealização: último estágio, onde o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser.

A palavra motivação deriva do latim MOVERE, que significa mover para realizar determinada ação. É o impulso que faz com que as pessoas ajam para atingir determinados objetivos. Lançar desafios possíveis de serem alcançados e premiar quando atingidos são incentivos para a motivação permanecer em alta.

Cada indivíduo escolhe, conscientemente ou não, viver melancólico (quando faz apenas o mínimo necessário e sem qualquer indício de animação), intermediário (executa bem as atividades, de acordo com o que lhe foi ensinado, portanto pode ser considerado um bom colaborador, mas não diferenciado), ou motivado (além de desenvolver bem as atividades, está animado e busca formas de aprimorar tudo o que faz).

Talvez o segredo para a empresa estimular a motivação de seus colaboradores está na definição do propósito e da liderança. Cabe aos líderes, em todos os níveis, alinhar os propósitos da empresa com o de seus colaboradores para que consigam aprimorar o rendimento pessoal e do time da empresa.

É natural ter na equipe pessoas desmotivadas, mas esse perfil causa prejuízos à produtividade, além de poder contaminar os outros. Impor a motivação não funciona, mas buscar identificar as causas para inspirar o empregado e, quem sabe, torná-lo motivado é o caminho. Mas se isto não for possível é melhor tirar a laranja podre para não contaminar as boas.

No início da década de 1990 havia um palestrante, cuja aparência e voz lembravam o místico candidato à presidência do Brasil, Enéas Carneiro, que sabiamente dizia que “as empresas nada mais são do que as pessoas que as administram”. Desta forma, a competitividade entre as empresas faz o capital humano, fonte de sucesso ou fracasso, ser cada vez mais valorizado.

Sabemos que a motivação depende de cada um, mas também é sabido que é possível inspirar para que as pessoas se sintam desafiadas e motivadas a alcançar objetivos particulares e em grupo.

Comunicação interna nas empresas que não flui tão bem entre líderes e liderados ou entre departamentos pode ser causa de desmotivação. É necessário ouvir com atenção, dialogar com respeito, aceitar sugestões e fazer reuniões bem planejadas, recursos de baixo custo, mas eficientes para minimizar os ruídos na comunicação e maximizar a motivação dos profissionais.

Concluo este breve artigo com a definição de motivação de acordo com o Dicionário Aurélio, pois resume a exposição acima. Fazer uso da ferramenta motivação tornará os colaborares mais felizes e produtivos, qualidades indispensáveis para o bem-estar das pessoas e a sobrevivência das empresas.

Motivação, segundo o Aurélio, é o “ato ou efeito de motivar, de despertar o interesse por algo: os elogios serviram de motivação para melhorar. Reunião das razões pelas quais alguém age de certa forma; processo que dá origem a uma ação consciente”.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Redes de negócios – por que apostar nas alianças estratégicas?

por Fernando Pigatti  – via e-mail 17.10.2018

As redes de empresas colaborativas trazem vários benefícios, como maior poder de negociação, aumento da produtividade, redução de custos e reputação

Driblar a competitividade empresarial não é tarefa fácil, principalmente diante de cenários cada vez mais globalizados. De um lado, grandes companhias reinam em absoluto com força de capital, mão-de-obra, marketing, network e muito mais. Do outro, micro, pequenas e médias empresas sobrevivem com esforços concentrados na disputa por nichos de mercado bem definidos.

É, sim, uma concorrência pesada. Mas isso pode ser amenizado com uma estratégia que retrata bem os novos tempos: as redes de negócios baseadas na união de conhecimentos, localidades específicas e recursos.

O conceito

Imagine fazer parte de uma cadeia de empresas que têm em comum determinado segmento de mercado e, com isso, ser capaz de oferecer serviços melhores para mais clientes, com maior capacidade de produção e visibilidade sem aumento nos custos.

Esse é o conceito das redes de empresas, que formam alianças entre si para ganhar força e atender, por exemplo, multinacionais ou marcas presentes em diferentes cidades do país. Ou ainda fornecer soluções para diversas necessidades de seus clientes, cumprir demandas de grandes consumidores, entre outras oportunidades tão desejadas, mas muitas vezes limitantes.

É claro que não é vantajoso se associar a qualquer um apenas para ter benefícios. Mesmo que cada empresa seja independente, as parcerias formais ou informais devem ter objetivos e valores em comum. De acordo com o Sebrae, esse tipo de colaboração requer confiança entre as partes, além de princípios básicos fundamentais a serem seguidos, como cooperação, integração, compartilhamento e ajuda mútua, uma vez que a meta é crescer em conjunto.

Benefícios das redes de negócios

A globalização tem colocado em voga um comportamento antagônico dos consumidores, que é o de valorizar a personalização. E, como dito no início desse texto, é exatamente esse o principal valor agregado que os pequenos negócios podem e devem oferecer.

No entanto, muitas vezes vemos o diferencial dos serviços serem deixados de lado pelos clientes, que optam pelo menor preço, maior oferta, entre outras facilidades que as grandes marcas apresentam. E é por isso que vale a pena considerar as alianças como uma estratégia de sobrevivência e crescimento da sua empresa.

Unir esforços possibilita cenários impraticáveis para pequenos negócios que trabalham de forma isolada, como acesso a capital, novas tecnologias, conhecimento, reputação e muito mais.

Veja 5 benefícios dos empreendimentos colaborativos:

  1. Poder de negociação

Segundo pesquisa do Sebrae, entre as maiores vantagens de fazer parte de um grupo de empresas está o poder de negociação com fornecedores. Isso porque quanto maiores e mais frequentes os pedidos, melhores são os preços.

  1. Diminuir custos

Com o poder de negociação vem a redução de custos, mas não só pela barganha. Uma vez que o compartilhamento de serviços faz parte das bases das redes, é possível dividir gastos com logística, marketing, novas tecnologias, entre outros.

  1. Aumentar a produtividade

Da mesma forma, a cooperação entre as diversas empresas associadas possibilita que pequenas companhias atendam grandes demandas de produtos e serviços, por exemplo.

  1. Acesso a conhecimento

Além dos benefícios financeiros, a maior moeda de troca entre as associadas é o conhecimento.

Unidos pelo mesmo objetivo, mas com expertises variadas, os profissionais que fazem parte de redes assim têm a possibilidade de compartilhar e absorver know-how, experiências, tecnologias e competências que vão auxiliar a todos, inclusive suas próprias empresas.

  1. Reputação positiva

E, por fim – mas não menos importante –, a aposta nesse tipo de estratégia possibilita que as envolvidas sejam reconhecidas nos seus mercados de atuação, seja pelo crescimento, pelos clientes que atendem ou até mesmo pelos investimentos em marketing conjunto.

Desafios

Mas, obviamente, nem tudo são flores. Existem, sim, questões a serem avaliadas antes de entrar de vez no mundo das redes de negócios.

Da mesma forma que a confiança é o princípio de tudo, é também um risco nos casos de divisão errada de resultados, por exemplo. Nesse quesito, entra em cena a gestão das empresas participantes, que deve ser transparente e bem planejada, de modo que estimule o crescimento, o investimento em inovação, marketing e, principalmente, a cooperação entre as companhias. Sem isso, esse modelo não tem sentido algum.

Estruturação

Agora, vamos supor que você está convencido, mas precisa saber por onde começar. De acordo com o Sebrae, as alianças entre empresas podem acontecer de três formas distintas:

  1. Núcleo

Uma grande companhia central cria uma rede de fornecedores de micro, pequenas e médias empresas. Apesar da cooperação e troca entre os selecionados não serem as metas principais, o modelo ainda traz benefícios como treinamento de funcionários, investimentos em tecnologia e reconhecimento.

  1. Rede Horizontal

Com outra proposta, aqui não existe um centralizador, pois a Rede Horizontal é formada por empresas em igual nível de poder que buscam os mesmos objetivos e atuam entre si de forma independente, mas como parceiras para complementar serviços.

  1. Núcleo-Anel

Nesse caso, também existe uma empresa central, mas ela é beneficiada pela rede de negócios, assim como pode investir no desenvolvimento do grupo todo. Isso porque as companhias ao redor dela se unem para conseguir melhores condições de negociação, acesso a capital, investimentos e outras necessidades possibilitadas pela aliança.

De qualquer forma, não importa qual é o modelo ideal para o seu objetivo. Apostar na colaboração entre empresas e profissionais é ir de encontro à nova realidade do mercado mundial, onde é cada vez mais difícil sobreviver sozinho. Portanto, pensar em parcerias é uma estratégia bem interessante para o desenvolvimento e crescimento da sua empresa.

Fernando Pigatti 

Líder no Marketing da Pigatti Contabilidade. Ajudando os donos de negócios no Brasil!

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Como criar um plano de marketing para a sua empresa

por Gilmar Duarte – via e-mail 15.10.2018

Qualquer ação não planejada pode ter consequências desastrosas. Em relação ao marketing não é diferente. Planejamento de marketing significa pensar antes de agir.

O plano de marketing é o conjunto de ações que se utiliza de ferramentas de gestão para promover uma marca, produto ou serviço visando a determinado objetivo. É a vitrine da sua empresa e deve estar sintonizado com a visão, missão, valores e objetivos da mesma.

Não existe uma receita pronta que se enquadra em qualquer negócio para a divulgação de marca, produto ou serviço, mas alguns passos são fundamentais e permitem às pequenas empresas fazer seus projetos: contextualização, definição do público-alvo, fixação dos objetivos, estabelecer estratégias e táticas de comunicação e aprovar o orçamento de marketing. Abordaremos cada um desses tópicos de forma prática para facilitar o entendimento.

Contextualização: é preciso compreender o nicho de mercado para tornar o produto competitivo. Entenda como o concorrente age e crie ações que se destacam dele. Identifique os pontos fortes e fracos referentes a características da sua empresa e as oportunidades e ameaças em relação aos fatores externos. Muitas e valiosas informações devem ser obtidas com pesquisas juntos aos clientes ativos e inativos. Procure identificar o que distingue o seu produto dos concorrentes e que tipo de comprador é mais provável que opte pela sua marca, produto ou serviço.

Público-alvo: descreva o perfil de cliente desejado para o seu negócio, tais como a região em que reside, idade, sexo, arranjo familiar, renda, estilo de vida, conservador ou inovador, líder ou seguidor, tímido ou agressivo, frequência de compra etc., ou seja, crie personas (perfil do cliente ideal). Estas informações devem ser registradas e, se possível, impressas e fixadas em local visível por todo o time.

Definir os objetivos: desenvolver o plano de marketing deve visar a um objetivo, por exemplo tornar a marca mais conhecida no segmento, aumentar as vendas em 30%, aumentar a percepção de valor junto ao público a fim de aumentar em 10% o preço de venda dos produtos ou outro. Descreva seu objetivo e acompanhe de perto os passos para alcançá-lo.

Estratégias e táticas de comunicação: todas as empresas precisam vender mais e para isso necessitam de novos leads (contatos capazes de se transformar em clientes). São inúmeras as formas de atrair novos contatos. Uma delas é a divulgação nas redes sociais (Facebook, Google, Instagram, Linkedin etc.), mas nem sempre a melhor opção. Ações tradicionais ou outras mais inovadoras podem trazer resultados extraordinários:

  • faça networwing em novos círculos de pessoas, como participação em eventos;
  • faça acordos com parceiros de negócios capazes de abrir as portas para novos clientes. Você pode ajudar a divulgar produtos que não concorram com o seu e o parceiro fará o mesmo com os seus produtos;
  • recompense os clientes que indicarem novos leads. Quanto vale um novo cliente para a sua empresa? A resposta facilita na definição da recompensa que pode ser simples, mas atrativa;
  • escreva e publique artigos que interessem aos seus clientes nos canais que eles procuram. Estes artigos devem ser informativos e não ferramenta de autopromoção;
  • participar ativamente em fóruns de usuários é uma excelente estratégia para conquistar prestígio. Quando isto ocorrer, encontre uma forma sutil de informar o seu contato;
  • E-mail marketing;
  • programas de fidelidade. É o incentivo aos clientes para repetir compras.

Orçamento de marketing: conquistar e manter clientes são os focos do plano que deve ter investimento adequado ao orçamento da empresa. Planos muito tímidos ou mirabolantes podem inviabilizar a execução, então encontre o equilíbrio. A empresa que está iniciando as atividades deve começar com uma parcela a título de investimento, mas posteriormente adotar um percentual do faturamento bruto para este projeto. Diminuir o orçamento de marketing quando as vendas caem é um erro comum.

A falta de planejamento é característica comum a todos planos de marketing que não atingem seus objetivos.

Finalmente, destaco a importância de registrar todas as ações, boas ou ruins, para ter o histórico e tornar mais fácil e rápida a identificação de algo que não está indo bem e precisa de correções. Adote um livro ata e escreva a data, descrição da ação, valor investido e um breve comentário do resultado apurado. 

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

José Medeiros denuncia aumento da burocracia que faz empresas de Mato Grosso se mudarem para o Paraguai

O senador José Medeiros (Pode-MT), destacou que o Brasil precisa dar um choque na estrutura administrativa. Ele criticou o que chamou de “cipoal” na tributação, devido à grande burocracia, e disse que isso está provocando a mudança das empresas do seu Estado para o Paraguai,

O parlamentar lamentou a perda de importância do Parlamento brasileiro, já que órgãos de nível inferior estão ocupando o seu lugar e legislando através de portarias, o que contribui para o aumento da burocracia.

— Eu espero que o próximo Parlamento, o próximo presidente, faça valer a autoridade do Senado Federal brasileiro. E que o próximo presidente da Câmara também faça valer. Porque quem se comporta como verme não pode reclamar quando é pisado — reclamou.

Fonte: Agência Senado – 10.10.2018

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Simples Nacional é principal pilar de manutenção dos pequenos negócios

Sebrae defende que modelo de tributação, alvo de críticas de alguns economistas, tem impacto direto na sobrevivência das micro e pequenas empresas

A burocracia e a falta de crédito são apontadas pelos empreendedores brasileiros como dois dos principais gargalos para o desenvolvimento dos pequenos negócios no país. Esses obstáculos têm feito com que muitos empreendedores desistam de abrir uma empresa ou se tornem inadimplentes com a falta de recursos para pagar seus tributos, principalmente nos momentos de crise.

Nesse contexto, o Simples Nacional, regime de tributação que unifica oito impostos, reduzindo em 40% a carga tributária, é apontado como o principal instrumento de sustentação dos pequenos negócios no Brasil. Estudos realizados pelo Sebrae mostram que, se o modelo de tributação acabasse, 67% das empresas optantes fechariam as portas, seriam empurradas para a informalidade ou reduziriam suas atividades.

O Simples fez com que o número de empresas no país crescesse 364% nos últimos 10 anos, passando de 2,5 milhões de negócios (2007) para 11,6 milhões de empresas (2017). Nesse período, o sistema de tributação foi responsável pela arrecadação de R$ 652,7 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

A estimativa é de que, até 2022, o número de empresas optantes do Simples possa chegar a 17,7 milhões.

Entretanto, apesar desse papel estratégico para a sobrevivência dos pequenos negócios, o Simples vem sendo acusado por alguns setores da Receita Federal e das secretarias estaduais da Fazenda, como o maior responsável pelas perdas de arrecadação tributária no país. “Se dentro do Simples, a vida do dono de pequeno negócio não é fácil, e ainda assim, ele continua segurando a geração de emprego, dando um jeito para inovar e gerar renda. Imagina o que seria dessas milhares de empresas se tivessem que enfrentar o manicômio tributário de fora do Simples”, questiona o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

A crise econômica, levou cerca de 600 mil micro e pequenos negócios a ficarem endividados, mas graças ao Programa Especial de Regularização Tributária do Simples Nacional (Pert-SN), mais de 386 mil empresários tiveram seus débitos refinanciados na Receita Federal.

Esse volume representou 73,5% do total de pequenos empresários inadimplentes, como Zenaide Francisca Alves. Com a adesão ao Refis, ela agora só se preocupa com seus clientes no pequeno restaurante que tem em Recife. “Dividi minhas dívidas em 46 vezes”, conta a comerciante. O programa possibilitou aos devedores a quitação das dívidas em até 180 meses com redução de juros e multas. A empresária comenta que sem o Simples, seria impossível manter o negócio em funcionamento.

Simples Nacional

O Simples é um regime tributário facilitado e simplificado para micro e pequenas empresas, que permite o recolhimento de todos os tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia. O modelo de tributação garante aos pequenos negócios o tratamento diferenciado previsto na Constituição.

Além da unificação dos tributos, o sistema destaca-se ainda como fator de desempate para empresas que concorrem a licitações do governo e facilita o cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias por parte do contribuinte. Para optar pelo Simples Nacional, as microempresas e empresas de pequeno porte devem estar isentas de débitos da Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Fonte: Agência Sebrae – 03.10.2018

Veja também, no Guia Tributário Online:

Simples Nacional – Parcelamento de Débitos – RFB

Simples Nacional – Aspectos Gerais

Simples Nacional – Opção pelo Regime

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